Circulação da atmosfera

 (Toda a informação baseada em http://www.fpcolumbofilia.pt/meteo/main01.htm)

 

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VENTO

O vento é o movimento horizontal do ar em relação à superfície da Terra. Além do movimento horizontal do ar, também se verifica na atmosfera a existência de correntes verticais, que são as de maior importância na génese de alguns fenómenos atmosféricos (nuvens, precipitação,  trovoadas, turbulência, etc.).  A prinicpal causa do vento reside na distribuição desigual da pressão atmosférica a um qualquer nível e surge como mecanismo de compensação quer da temperatura quer da pressão atmosférica. Assim, através da análise das isóbaras (linhas que unem os sucessivos pontos com níveis de pressã atmosférica semelhante) traçadas numa carta sinóptica, consegue-se avaliar a direcção e intensidade do vento de uma forma aproximada.

 

 

Factores que influênciam a direcção e intensidade do vento. Tipos de vento.

 Gradiente  horizontal de pressão. Numa carta sinóptica, pode-se verificar que as isóbaras estão ora mais ora menos  perto nas diferentes áreas consoante a variação da pressão atmosférica. A variação da pressão atmosférica por unidade de distância, medida perpendicularmente às isóbaras (linhas que unem pontos geográficos om ugual nível de pressão atmosférica), chama-se gradiente horizontal de pressão

Para se conseguir ter uma ideia do gradiente de pressão, pode dizer-se que o gradiente está para as superfícies isobáricas, como o declive de um terreno está para as linhas de altitude numa carta hipsométrica. Assim se numa carta militar de escala 1:25000 as linhas de altitude estiverem muito próximas, é o mesmo que dizer que ali existe uma grande declive geográfico, pelo que, se no cimo desse monte houver uma nascente a jorrar água, esta chegará primeiro a uma planície e atingirá uma velocidade mais elevada, na área de maior declive. Nas superfícies isobáricas também o vento sopra com maior intensidade onde a proximidade das isóbaras for maior (maior gradiente de pressão).  

 

 

Se o gradiente de pressão fosse o único factor que conseguisse ter influência no comportamento do vento, este soprava sempre dos contros barométricos de alta pressão para os núceleos de baixa pressão de acordo com a seguinte regra: "O vento dirige-se das altas para as baixas pressões, perpendicularmente às isóbaras  e a sua intensidade é directamente proporcional ao gradiente de pressão". Deste modo, quanto mais próximas estiverem as sióbaras entre si, maior será a intensidade da velocidade do vento.


 

 

 

O efeito de Coriolis

Á  força desviadora, provocado pelo movimento de rotação da Terra, dá-se o nome de força de Coriolis. A modos que se connsiga entender  este fenómeno Observe bem o seguinte exemplo: " Suponha um disco de vinil de 33 rotações, colocado num Gira-discos, se colocar dois pequenos objectos sobre a superfície do disco a distâncias diferentes do centro, verifica que a velocidade linear de cada um dos objectos é diferente, através da fórmula: V=wxR  (V= Velocidade linear; w= Velocidade angular e R= Raio); isto porque a velocidade angular w é constante, 33 rotações por minuto. Conclui-se que a velocidade linear é função do raio. Objectos em rotação com posições diferentes (raio diferente), têm velocidades diferentes. Com o mesmo raio têm a mesma velocidade. Os objectos apesar de estarem parados em relação ao disco, estão animados com a velocidade proporcional ao raio. Tal como um passageiro que salta de um comboio em movimento, que está parado em relação ao comboio, vem animado de uma velocidade, em relação é terra ou estação, que é igual á velocidade do comboio." Meteorologia e Columbofulia 

Se o objecto que foi colocado na parte exterior do gira-discos, saltasse para o colocado  perto do centro do disco, iria observa-se que ficava à sua frente, tendo-se desviado à direita da da recta que une ambos os objectos, porque tem uma maior velocidade linear que o objecto do interior. Tal como no salto do comboio para a estação, quando se salta para um objecto colocado na estação, vai-se cair mais á frente porque estamos animados com a mesma velocidade do comboio, sofremos um desvio da trajectória.

 

Efeito de Coriolis

 

Este exemplo mostra a Terra observada do exterior (vendo o Hemisfério Norte na vertical). Significa que, no hemisfério Norte, todas as partículas que se desloquem de Sul para Norte ou vice-versa vão sofrer um desvio para a direita da sua trajectória. No hemisfério Sul a situação é simétrica, sendo que o desvio que as partículas irão sofrer é para a esquerda da trajectória que levam.

 

 

Vento do gradiente.  Este vento resulta de outra aproximação ao vento real. É idêntico ao vento geostrófico, resultando de uma vertente od conceito do vento geostrófico, mas aplicado a um movimento uniforme circular, dando origem à aplicação de uma outra força de maior intensidade, a força centrífuga (provocada pela curvatura das linha isobáricas).

Imagine um campo isobárico que corresponda a uma depressão barométrica, em que as isóbaras são mais ou menos circulares. As forças que vão ser aplicadas a uma partícula nas condições referidas são:

- A força provocada pelo gradiente horizontal de pressão (P), que se dirige ao centro de baixas pressões;

- A força centrífuga FCE, que se desloca para fora da depressao;

- A força de Coriolis Fc, oposta à força Fp.

  Junta-se agora à força de Coriolis,  a força centrífuga que é oposta à força do gradiente de pressão uma vez que a velocidade do vento VGR (Vento de Gradiente) irá ser menor que na situação do vento geostrófico, no qual não se contava com a força centrífuga.

 

 

 

 

 

Baseado em Meteorologia e Columbofilia